O técnico ganhou espaço e respeito no futebol nos ultímos anos e vem sendo uma figura de destaque em muitos times e clubes.

Sua exposição na midia se deve pelo fato de os críticos e público terem interesse no seu trabalho, uma vez que ele coordena as ações do seu time e analisa os pontos fortes e fracos da partida e do time rival para tentar obter o melhor resultado, extraindo o potencial máximo de seus jogadores.

 A profissão de técnico é um dos cargos mais valorizados no meio do futebol.

Em geral, na maioria dos clubes, os técnicos ganham um dos maiores salários entre todos os atletas e comissão técnica, porém, eles também são oas mais cobrados em relação ao desempenho da equipe e, muitas vezes, são demitidos quando os resultados ainda não foram alcançados, principalmente durante a temporada competitiva.

Para o técnico, as exigências vão além das instruções dirigidas aos atletas durante os treinos ou partidas. É esperado que o treinador seja um líder responsável pela evolução dos jogadores e que instigue a transformação e o aprimoramento de suas potencialidades, proporcionando a melhoria no rendimento esportivo dos mesmos

Trocar de técnico durante a competição sempre foi um assunto tenso de discutir. As vantagens e desvantagens dessa prática geram muita discussão sobre o acerto da decisão na troca de comando e sua influência sobre o planejamento das equipes. A cada mudança sempre surge a pergunta: é correto trocar o treinador no meio da temporada?

Para responder a questão, este artigo busca descrever a função do treinador dentro dos clubes e discutir quais são os os principais aspectos que podem influenciar a decisão de troca de comando no meio da temporada. Dentro desta discussão três aspectos relacionados ao desempenho do treinador serão destacados: treinamento, capacidade de liderar e organização da equipe.

Liderança

A liderança está relacionada com o comando que o treinador tem com o grupo de atletas. além do relacionamento com os outros membros da equipe, diretores e imprensa. Dentro da estrutura da organização da equipe, o técnico centraliza as principais decisões do time no decorrer da temporada. Ele é o responsável por selecionar os jogadores titulares, a estratégia de jogo/modelo de jogo, alterações na formação do time, horários e conteúdos das atividades e, em muitos casos, horários de apresentação e concentração.

Por causa disso, a maioria das pessoas envolvidas com a equipe fica subordinada às decisões do treinador. Esta situação pode gerar grande desgaste e atrito na relação entre o ‘chefe’ e os subordinados com uma possibilidade enorme de acontecer desavenças de distúrbios no ambiente de trabalho da equipe. Se as desavenças se agravarem, é capaz de acontecer uma queda de rendimento da equipe. Para evitar isso, às vezes a melhor opção é trocar de comando mesmo com a equipe apresentando resultados positivos.

Treinamento

O aspecto de treinamento está relacionado com a organização e controle da qualidade das sessões de treino. Neste caso, dois pontos tem que ser considerados: o físico e o técnico/tático.

O desempenho físico é avaliado pela eficácia do método que se foi empregado para atingir tal objetivo. Se os estímulos não forem adequados, a falta de carga de treinamento vai afetar o rendimento dos jogadores. Por outro lado tambem, se tiver excesso de sobrecarga pode, é capaz de piorar o desempenho devido à fadiga e aumentar o risco de lesões associadas a ela. É tudo uma questão de equilíbrio.

Na prática, caso seja detectado um grave problema neste aspecto (sobrecarga ou treinos insuficientes/excessivos), pode ser mehor optar pela troca do treinador.

Organização

A organização da equipe é, pormais que não pareça, o aspecto mais avaliado no trabalho do técnico.

Isso acontece porque a organização é muito dependente do desempenho durante o jogo (que é o momento de maior visibilidade do trabalho), além de ser o mais crucial.

O problema é que, geralmente, a organização é muito confundida com o resultado. Assim na maioria dos casos se o time tem um resultado positivo, a organização é avaliada como ótima e vice e versa e não é beeeem assim. Esse desentendimento quase sempre é um dos principais motivos para trocas de treinador e muitas vezes de maneira equivocada.

O ideal, para evitar este problema de confundir organização com resultado, seria contratar um profissional (ou até mesmo a criação de um departamento independente) com a responsabilidade de avaliar o desempenho da equipe. Assim é mais fácil de analisar as situações.

A avaliação deveria tomar como base os indicadores objetivos para analisar a eficiência de todas as estratégias de jogo (marcação, ataque, transição ataque-defesa, transição defesa-ataque e das bolas paradas).

Como foi dito alí em cima, são muitos fatores que podem influenciar a decisão de trocar o treinador no meio da temporada. Porém, antes de o fazer, é necessário fazer avaliação correta da situação para tomar uma atitude de tanta importância.

Na prática, o maior problema é que as pessoas responsáveis pelas decisões do cluube, são os diretores das equipes, que na maioria das vezes são conselheiros do clube sem especialização na área. Essa falta de ‘qualificação’ faz com que as decisões sejam tomadas com base em uma visão superficial com grandes influências emocionais.

Sugestão: Quem sabe para combater esse problema seria ter, nas comissões técnicas, funcionários do clube sem qualquer tipo de dependência do treinador e com poder de decisão?

A presença de um profissional competente e fora do alcance das influências externas daria mais credibilidade e objetividade à avaliação do trabalho da comissão técnica e não comprometeria a equipe!

Fontes:

 http://www.editorafontoura.com.br/periodico/vol-10/Vol10n5-2011/Vol10n5-2011-pag-91a98/Vol10n5-2011-pag-91a98.pdf

http://www.efdeportes.com/efd198/estilos-de-lideranca-e-comunicacao-de-futebol.htm