Tá mais que na hora do mercado da bola entender que o marketing e o futebol andam juntos em prol do mesmo objetivo. Hoje vamos discutir sobre o marketing esportivo e a batalha com o futebol!

Quantas vezes não ouvimos alguns clubes reclamando, fazendo exigências, impondo condições para os patrocinadores? Tem clube que só quer que o patrocinador apareça no clube uma vez ao ano para assinar o cheque, tem clube que acha que jogador tem que se preocupar somente em fazer bonito dentro de campo, tem clube que acha que é o marketing que tem que trabalhar para fazer dinheiro para o clube, não o futebol trabalhar para fazer dinheiro para o marketing, entre outras frases que são capazes de deixar qualquer pessoa de cabelo em pé!

É bem comum ouvirmos essas frases citadas acima da boca das equipes esportivas. O que é preciso ser entendido de vaz, é que o departamento de futebol e o de marketing precisam trabalhar juntos. Não existe isso de um faz pra lá e o outro faz acá. É claro que cada um dos setores possuem delegações distintas, porém, todos eles tem um ponto em comum: gerar lucro no futebol.

Parece meio óbvio frisar isso, porém, o futebol é o principal produto de um clube de futebol, então para vários jogadores, cartolas, diretores de futebol e técnicos, todo o clube deve trabalhar para o futebol, mas isso é uma meio errada, pois na verdade é preciso que todos trabalhem juntos.

No Marketing Esportivo, a falta de suporte vindo do departamento de futebol é um ponto fundamental para a causa desse conflito

Muitos dirigentes de clubes acreditam que o futebol está fazendo um favor quando autorizam alguma ação com patrocinadores, com sócios-torcedores ou de prospecção de mercado. Espera, isso era pra ser uma parceria e não uma guerra de egos e rivalidades.

O marketing trabalha para gerar dinheiro para o clube com o envolvimento de todas as áreas, desde a administrativa-financeira, passando pelo jurídico e principalmente como envolvimento da área fim, o futebol. O total dessa receita gerada será usada ali, oras. Mais um motivo para o departamento de futebol ajudar.

Para essa parceria do marketing esportivo funcionar, é preciso mostrar aos jogadores a importância deles como geradores de receita e formadores de opinião, não só nos momentos que estão dentro de campo, mas também onde passam a maior parte do seu tempo, fora deles, deixando claro que há necessidade deles se comprometerem em campanhas sociais, de patrocinadores e para sócio-torcedores, afinal somente assim haverá interesse das empresas em investir no clube e por consequência ter mais dinheiro para salários e premiações. E não esquecer jamais que, como formadores de opinião e ídolos de milhares de crianças, seu comportamento vai influenciar a formação desses jovens como pessoas e da sociedade como um todo.

Os atletas precisam estar conscientes, saber que cada ação sua, desde a comemoração de um gol até o que postam em redes sociais, como também sua vida particular, são relevantes para a mídia, já que ele se tornou uma pessoa pública e, um craque de alto rendimento, um ídolo, que atinge esse nível, perde o direito de ser “reativo”, “espontâneo” e “autêntico” em público. Infelizmente é assim que as coisas são.

Mas para tudo isso funcionar bem, os clubes precisam desenvolver uma cartilha básica de comportamento, ou seja, para jogar naquele clube é preciso seguir determinadas regras, normas e comportamentos. Desse jeito, esse apssa a ser mais um critério na hora de contratar porque será necessário entender se o jogador em questão se adapta ao perfil do clube, à personalidade daquela entidade, e não ao contrário, como a gente vê que acontece frequentemente.

É essencial investir não somente na parte física, técnica e tática, mas também em treinamento de como lidar com a mídia, como se comportar em nas redes sociais, como se portar sobre comentários e provocações de jornalistas que muitas vezes querem apenas criar polêmicas, gerar audiência, etc. Aí também entra a importância de um assessor de imprensa.

O produto que o clube tem a oferecer ao mercado é o futebol, então a participação de atletas e até a comissão técnica e dirigentes em ações de engajamento do clube precisa ser consistente e feita com boa vontade e, de preferência, num mundo profissional, constando em contrato, e quem sabe a partir daí, somente com todos esses passos, todos vão se engajar e trabalharão juntos em prol do futebol.

Vamos concordar que time de futebol não é banco para ter SOMENTE como objetivo o lucro, né. Que fique bem claro que, recursos financeiros devem servir aos clubes para montar os melhores times e conquistar vitórias e títulos e para aumentar o market share não apenas de espaço e captação de recursos, mas na mente dos públicos e no coração dos torcedores. Isto é a base para a expansão do número de torcedores, a prospecção da marca, a conquista de espaços na mídia e, respectivamente, de patrocínios e inúmeros negócios.

Portanto, é necessário compreender que o marketing esportivo é essencial para que um clube dê certo!