Apesar do esporte ser praticado como distração com as crianças, o futebol pode ser recomendado para o desenvolvimento pedagógico dos pequenos e ajuda a ensinar alguns aspectos de formação aos filhos.

Enquanto a bola rola solta nos pés dos pimpolhos, o futebol ensina disciplina, respeito, coragem e estratégia – valores fundamentais para marcar placar na vida.

Se o seu filho já joga futebol ou está pensando em entrar dentro de campo, você deve, por todos os meios, apoiá-lo. não só o futebol é amado em todo o globo, mas também promove aptidão física extraordinária, melhora a inclinação para o trabalho em equipe e fortalece as capacidades mentais necessárias para o crescimento de qualquer criança.

O futebol educa. E, no quesito aprendizagem, o futebol deixa de ser um negócio multimilionário e produtor de craques-celebridades para se tornar a mais pura brincadeira. Essa é a essência do jogo; e, a partir dos 5 anos, já é possível formar times, estabelecer regras simples e deixar os pequenos bem à vontade para aprender a lidar com diversas situações, desde treinar a coordenação motora para amarrar a própria chuteira até aceitar o fato de que não gostam de futebol. Por incrível que pareça, está cada vez mais comum ver crianças que apresentam resistência quando o assunto é bater uma bolinha, seja por não se achar habilidoso ou simplesmente não gostar mesmo do esporte.

Uma alternativa seria incluir os timidos ou desajeitados na brincadeira dando liberdade para eles ficarem na torcida, banco reserva, fotografar os jogos ou até mesmo ser gandula. Quem sabe eles tem talento e só precisa de uma lapidada? Quem sabe os pequenos começam a pegar gosto pelo jogo participando de maneira indireta e fazendo todos os papéis, não só o de craque dentro de campo?

O futebol é universal e une milhões de crianças no mundo inteiro independentemente de onde sejam, o idioma que falem, ou a religião que sigam. O jogo não é um privilégio, mas um direito fundamental das crianças. O futebol faz um papel um importante na preservação desse direito infantil. O denominador comum é a bola, com a qual eles brincam numa quadra, no campo, nas ruas, em acampamentos, estacionamentos, ou até mesmo na sala de casa.

Porém, alguns cuidados devem ser tomados. Mesmo que eles gostem muito de jogar, a prática deve ser sem compromisso, sem muita cobrança de  resultados e pressões até pelo menos os 11 anos. Se a criança estiver em uma escolinha de futebol, certifique-se que a carga de exercícios e movimentos repetidos não estão passando da conta.

Se você quiser manter seus filhos motivados, interessados ​​e querendo aprender, você deve primeiro entender motivo de quererem jogar futebol em primeiro lugar.

Alguns livros didáticos sugerem que a principal razão pela qual as crianças querem jogar futebol é aprender as “habilidades de socialização” – como trabalhar em conjunto em um grupo, alcançar objetivos de grupo (por exemplo, ganhar uma partida com o time), aprender esportividade e como lidar com sucesso e fracasso.

Certamente, aprender a trabalhar em grupo e se esforçar para atingir os objetivos do grupo são potencialmente importantes para nossas crianças. Aprender e praticar o esporte também é um objetivo que vale a pena, é necessário entender como lidar com sucesso e o fracasso – ganhar e perder.

Numerosos estudos de pesquisa nos últimos 20 anos pediram às crianças por que eles decidiram participar de esportes organizados. Embora haja alguma variação na ordem classificada das razões que as crianças dão, (dependendo do esporte particular que estão jogando), os principais motivos são muito consistentes: as crianças jogam futebol porque elas esperam se divertir, aprender habilidades e gostam de competir.

Este último ponto é interessante porque muitos “especialistas” sugerem que a concorrência nos esportes juvenis é uma coisa ruim. Claro que tudo tem um limite e a competição deve ser saudável.

O ambiente e a autoridade de um juiz criam uma atmosfera para a disputa de cada time, todos obedecendo às mesmas regras (sejam simplificadas ou mais complexas, conforme o nível do aprendizado). Além de treinar os passes e a corrida, o que favorece o crescimento, a criança exercita a relação com a autoridade do juiz, a autonomia das jogadas, o respeito pelos outros jogadores. É muito comum que, dentro e fora de campo, as crianças e os adolescentes questionem as regras, e aí o futebol dá outra oportunidade: a de formar cidadãos críticos.

Na infância e na adolescência, esses treinos e partidas divertidas é um potente antídoto contra o excesso de tecnologia, que a cada dia torna mais crianças sedentárias. O esporte ajuda a mudar isso, principalmente nos grandes centros. Os pais, porém, têm que sair da inércia e tirar os filhos do tablet ou do videogame. Enquanto ficam quietos ali, não estão sendo preparados para lidar com a vida e muito menos com as pessoas. Não queremos nossos filhos num bolha, né?

Praticar esporte só traz benefícios para a saúde. O futebol envolve muita corrida e o melhor de tudo, para as crianças que não atingiram a puberdade, fornece exatamente o tipo de corrida que eles precisam: corrida de curta distância seguida de intervalos curtos de recuperação. O jogo exige que as crianças brinquem muito e tentem driblar seus oponentes. Também exige que eles pulem, saltem e até galope às vezes, à medida que mudam de velocidade e ajustam seu passo para evitar jogadores e mudar de direção.

Um dos aspectos menos discutidos da alfabetização física é a capacidade de rastrear o movimento de um objeto (por exemplo, bola) à medida que viaja pelo ar. A capacidade do seu filho de usar seus olhos para rastrear o movimento e estimar a velocidade e a distância não “simplesmente acontece”. Tal como acontece com as habilidades de movimento, ele precisa ser desenvolvido através de experiência e prática reais. O futebol oferece muita experiência, já que o jogo constantemente desafia os jogadores a avaliar a velocidade, a distância e a trajetória da bola.

Nem muito precisa ser dito aqui. Há muitos movimentos no futebol e a gama de técnicas de chute pode se tornar extraordinariamente complexa à medida que os jogadores se desenvolvem no esporte.

Mas para de fato o futebol passar para nossas crianças tantos benefícios como os pontuados acima, ele deve ser ministrado por profissionais capacitados da área.

O futebol é praticamente um remédio. Se pudéssemos empacotá-lo em forma de comprimido, poderíamos vendê-lo como um medicamento de prescrição para o desenvolvimento de habilidades de movimento abrangentes em crianças.

E aí, você tem filhos? Eles praticam futebol? Gostam?

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Fontes:

The Importance of Football For The Youth

http://www.footy4kids.co.uk/how-to-coach-youth-soccer/player-management/why-children-want-to-play-soccer/#

https://br.guiainfantil.com/132-futebol/194-o-futebol-para-meninos.html

http://br.innatia.com/c-exercicios-fisicos-pt/a-exercicios-de-futebol-para-criancas-3181.html