Ter a devida preparação, dedicação e tempo de estrada são elementos essenciais para se tornar um comentarista esportivo de sucesso.

Mais do que qualquer outra área, o jornalismo esportivo tem uma necessidade enorme de imparcialidade e distanciamento dos fatos.

No meio desse compromisso com a imparcialidade, os jornalistas ainda sofrem a pressão do entretenimento. O esporte não é apenas uma sucessão de fatos, mas sim um meio de as pessoas aliviarem a tensão do dia-a-dia. Portanto, o jornalismo esportivo tem (assim como o de variedades) a meta de atingir o grande público e funcionar como ferramenta.

A relação do brasileiro com o esporte vem de cedo, ela é muito forte e desperta o desejo de estudantes de jornalismo que sonham em atuar como comentaristas esportivos. Eles tem a brava missão de apresentar uma posição diária sobre diversos acontecimentos de um tema tão sensível para o telespectador diariamente.

A função

O comentarista tem o papel de contextualizar a notícia, apresentando uma visão sobre os fatos, com observações e análises que ajudam o cidadão a compreendê-lo e formar uma opinião acerca do assunto. Resumindo, ele deve enriquecer o que está sendo dito sobre determinado tema fazendo as devidas conexões entre os fatos, agregando informações. E, claro, revestir tudo isso com uma posição muito pessoal.

No entanto, a diferença entre o comentarista esportivo para os demais jornalistas de outras áreas, está ligada justamente à responsabilidade sobre o que será dito, especialmente porque o esporte desperta emoções que podem influenciar o exercício da profissão. A isenção dessas emoções é fundamental, sob pena de o comentário se tornar tendencioso por conta da distorção voluntária dos fatos.

Não se engane, o futebol, apesar de ser encarado muitas vezes pelo que há de divertido num jogo, é coisa séria.

O tema se mantém relevante em nosso cotidiano com grande importância, pois envolve política, economia e está imerso na cultura do povo. Neste caso, o exemplo mais recente seria a cobertura da Copa no Brasil.

As discussões sobre a realização do Mundial envolveram diversos assuntos e mostra porque a função de comentarista esportivo vai muito além da análise do jogo.

As discussões possibilitam ao jornalista analisar também o reflexo do evento no dia-a-dia do cidadão. É inevitável, muitas vezes, o encontro entre o esporte, política e a economia.

Apesar de veicular e repercutir informações relevantes ao cidadão, se faz necessário lembrar que existe uma grande dose de entretenimento no assunto.

O telespectador parece gostar de ter uma opinião sobre a existência ou não de um pênalti, uma falta ou de um impedimento, mesmo que seja para discordar veementemente do que foi dito, todavia, o jornalismo esportivo estuda uma alternativa de manter o telespectador interessado e engajado nas redes sociais, com a entrega de conteúdos mais leves.

Ser ou não ser jornalista?

O entretenimento no jornalismo pode ser encarado de forma mais visível com a presença de ex-jogadores nas equipes de esporte das emissoras. Com experiência nos gramados e forte apelo popular, eles mostram a visão de quem já esteve naquela posição, com uma percepção mais intimista. Há espaço para todos, mas o conhecimento mais profundo sobre a área não pode ser descartado.

É necessário estudar a linguagem, aprimorar o texto e conhecer os preceitos éticos do jornalismo.  A presença de alguém preparado e com estudos sobre todas as questões que envolvem o esporte irá apenas enriquecer mais as transmissões.

 Será que a profissão de comentarista esportivo deveria ser uma exclusividade de jornalistas?

Não necessariamente. O importante, ao informar, é ser reconhecido como alguém capaz e ter conhecimento suficiente para exercer tal tarefa!

Dicas e técnicas

Com a necessidade de falar sobre diversos temas que influenciam no resultado de uma partida, por exemplo, o jornalista precisa ter domínio sobre cultura geral. A fórmula para isso é simples: leitura, leitura e maaaaaais leitura!

Nossa, mas pra quê tanta leitura?

É meio óbvio, na verdade. Com isso, você melhora o raciocínio, o entendimento dos fatos e amplia seu vocabulário, o que irá facilitar no momento da exposição do assunto em questão.

Para aprimorar suas argumentações, a busca por cursos relacionados ao esporte pode ser eficaz. A pessoa deve se preocupar em obter uma formação que o credencie pra isso.

Não tem segredo, não há tem fórmula de sucesso, porém há algumas recomendações:

  • Faça com paixão;
  • Nunca ache que já sabe o suficiente;
  • Faça comentários para o público e não para você;
  • Use frases curtas. Seja claro e objetivo, todo mundo tem que entender o que você está passando.

Mercado em expansão

O mercado para comentaristas esportivos está aberto e cheio de oportunidades. Com a pluralidade de veículos, quem estiver preparado deve correr atrás e fazer acontecer. Assim como no jogo, tem que lutar o tempo todo pra ocupar o seu espaço.

Para quem acompanha canais esportivos fechados, pode observar que os profissionais da comunicação esportiva, que antes teriam que recorrer a opiniões de ex-jogadores e treinadores, tem toda uma base e uma melhor qualificação que antigamente.

A facilidade e o melhor entendimento sobre o assunto se deve ao número de possibilidades de se encontrar uma informação sobre os clubes, jogadores, histórias do futebol, estatísticas, seleções, copa do mundo e etc.

No entanto, basta destacar que atuar como comentarista é consequência de um longo trabalho no jornalismo esportivo. É preciso ter paciência e dedicação para chegar ao posto.

Vale ressaltar que alguns veículos ainda apostam em ex-jogadores para comentar partidas e trabalhar em transmissões esportivas é uma opção, que é aceita por pessoas, que acreditam que estes pela experiência dentro de campo, tem um melhor conhecimento prático.

Outras pessoas acreditam que estes estão tomando o espaço dos profissionais de comunicação, que podem não ter a parte prática do campo, mas possuem a parte teórica do assunto e prática no microfone.

Fontes:

Como é a vida de um jornalista esportivo (e como é cobrir a Copa)
Jornalismo esportivo é uma boa carreira a se seguir?