Afinal, não é só de partidas de futebol que um time se mantém, não é mesmo?

Trazendo para o nosso blog o tema de hoje é Marketing Esportivo. Vamos lá então, o marketing esportivo é a utilização do esporte como ferramenta de comunicação. Ou seja, é o uso do marketing aplicado as peculiaridades esportiva, certo? E é aí que encontramos o grande diferencial!

O marketing nunca esteve tão presente no futebol igual nos dias de hoje. A exploração do marketing esportivo pode ser uma importante fonte de receitas aos clubes, além de também ser responsável pela valorização de sua marca.
Os clubes de futebol possuem inúmeras estratégias de marketing em ação.
Esporte é entretenimento, paixão e emoção.

O marketing esportivo tem por objetivo a divulgação de modalidades esportivas, clubes e associações, seja pela promoção de eventos e torneios ou pelo patrocínio de equipes e clubes esportivos.
Você já deve ter visto inúmeras ações que utilizaram o marketing esportivo. Desde uma propaganda com o Cristiano Ronaldo sobre shampoo contra caspas até naming rights (direito sobre a propriedade do nome) de estádio que contém o nome de uma empresa.

Outra maneira de utilizar o esporte como ferramenta de marketing é a compra de espaços publicitários em placas no estádio, nome de setores do estádio ou até mesmo espaço no backdrop das entrevistas coletivas. Vale tudo!
Ainda assim, esse tipo de marketing é pouco explorado aqui no Brasil.
Empresas e marcas líderes de mercado costumam privilegiar essa do marketing área por meio de patrocínios, aproveitando-se da boa imagem de atletas ou equipes esportivas junto à opinião pública, gerando resultados extremamente positivos para suas imagens.

Associando uma empresa ao esporte, é possível rejuvenescer a marca, devido à força que o esporte possui entre a galera jovem.
Inserir uma marca na camisa de um time cria um sentimento de cumplicidade da empresa entre a performance esportiva, ou seja, assim a marca recebe a credibilidade que foram obtidas pelos atletas. Porém isso depende do bom desempenho/comportamento do time ou dos atletas. Se o desempenho é positivo, as pessoas que se mostravam indiferentes pela marca que está patrocinando, passam a obter uma imagem positiva da empresa. Se o comportamento de um jogador/time for negativo, aí a coisa fica feia mesmo, o patrocinador poderá ter sua imagem afetada, mesmo que indiretamente.

Temos o exemplo claro do ex-goleiro Bruno, que conseguiu liberdade temporariamente após 6 anos e meio preso por participação no homicídio de Eliza Samúdio, o Boa Esporte o contratou para o time e claro a repercussão foi extremamente negativa para o clube.

Viu a importância do marketing? Um marketing bem feito garante ótimos frutos!

Confira aqui os maiores precursores do marketing esportivo no Brasil

Apesar de países, como a Espanha, Holanda, Itália, Inglaterra, França e nos Estados Unidos aonde esse segmento é amplamente explorado, no Brasil o marketing esportivo ainda é amador. Enquanto no Brasil o marketing esportivo se restringe praticamente ao futebol, na europa e nos EUA as negociações são extremamente profissionais e abrangem todas as áreas esportivas.
O marketing esportivo no Brasil começou a criar raízes no século passado, quando algumas empresas começaram a fazer anúncios em páginas de esporte de revistas e jornais, mas foi apartir do fim da década de 70 que ele ganhou força.
De lá até os dias de hoje, muita coisa mudou. O país começou a enxergar o marketing esportivo com outros olhos e hoje ele é um mercado bastante promissor. Muito desse desenvolvimento se deve aos profissionais da área, que deram duro para criar o sentimento de paixão nos torcedores.
Vamos conhecê-los?

João Henrique Areias

Pioneiro do ramo no Brasil, João tem mais de 30 anos de experiência em diversas áreas: futebol, basquete, gestão de arenas etc. É um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento do mercado esportivo no país.
Atualmente é consultor e professor de gestão e marketing esportivo em MBAs de instituições de ensino como Trevisan, Facha, Universidade Cândido Mendes e Fundação Getúlio Vargas. Também ministra seu próprio curso de Gestão e Marketing Esportivo. É membro acadêmico da ABRAESPORTE e da Academia Lance! para artigos sobre gestão e marketing esportivo.

Sua carreira na área começou em 1987, quando ele era diretor de marketing do Clube dos 13 e Vice-Presidente de marketing do Flamengo. Desenvolveu e comercializou diversos projetos esportivos, como o Plano de Marketing da Copa União 87 (campeonato brasileiro de futebol) que viabilizou o Clube dos 13, sendo o primeiro evento esportivo oficial, financiado exclusivamente pela iniciativa privada no Brasil. Teve importante papel na Alguns anos mais tarde, Areias repetiu a ideia com outra modalidade. Em 1995, ele desenvolveu e comercializou a Volta Olímpica do Basquete. Um ano mais tarde, surgiu o Campeonato Brasileiro de Basquete — também bancado exclusivamente pela iniciativa privada. A SporTV, a Reebok e a Molten foram alguns dos patrocinadores. A sagacidade e desempenho de João Henrique o levou a ocupar diversos cargos importantes no cenário do marketing. João chegou até a ser sócio de Pelé na empresa Pelé Sports e Marketing, entre os anos de 1991 e 1992.

Assis Chateaubriand

Chateau foi o primeiro a explorar o nome de um atleta comercialmente.Na década de 30, época em que o marketing esportivo nem existia no Brasil, o empresário, que era proprietário da Lacta, resolveu aproveitar o sucesso de Leônidas Silva, jogador que eternizou a bicicleta e foi destaque na Copa do Mundo de 38.
Assis teve a ideia de lançar uma barra de chocolate com o mesmo apelido do atleta (Diamante Negro). Na época, Leônidas vendeu o direito de usar o seu nome por equivalentes R$ 2 mil reais. O negócio, porém, foi um grande marco na história do marketing.

Kleber Leite

Deixando a parte os escândalos de corrupção se envolveu, Kleber Leite também tem uma parte na história do mercado esportivo brasileiro. Em 1983, o ex-presidente do Flamengo fundou a Klefer Marketing Esportivo. Sob o comando dele, a empresa foi a pioneira no aluguel de placas de publicidade em estádios de futebol. Além disso, em 1984, o empresário fechou um contrato para a Petrobras usar a sua marca nas camisas do Flamengo (foi a primeira vez que um logo de uma empresa foi estampada nos uniformes dos jogadores.

José Carlos Brunoro

Brunoro, é outro nome de destaque no Brasil. O ex-atleta se tornou gestor esportivo em 92, ano em que ocupou o cargo de diretor de esportes da marca Parmalat na América Latina. Nesse mesmo ano, a multinacional iniciou um trabalho junto ao Palmeiras, que ficou conhecido como “Era Parmalat”. Essa parceria rendeu grandes contratações para o clube, que se consagrou vitorioso em inúmeros campeonatos nos anos seguintes. Brunoro teve alguns cargos de destaques devido ao sucesso como gestor esportivo da multinacional. Em, chegou a ser Membro do Conselho Nacional do Esporte (CNE), função exercida dentro do Ministério do Esporte. Nos dias de hoje, ele é Diretor Executivo do Brasília FC.

É necessário definir como melhorar a imagem da corporação ou marca, fortalecer relacionamentos, conhecer as oportunidades de merchandising e gerar vendas, portanto, a qui vão algumas estratégias de marketing esportivo relevantes:

1- Venda de camisas e outros artigos de merchandising

Muitas vezes, já contratam um jogador renomado com objetivo de usar a sua imagem pública como forma de obter rendimentos. A venda de equipamentos e objetos relacionados à imagem do atleta é uma das cinco mais importantes fontes de lucro de qualquer clube de grande dimensão. Temos como exemplos o Barcelona, Real Madrid, Manchester, Bayern, entre outros gigantes europeus.

2- Divulgação e promoção dos jogos

É função da galera do marketing divulgar os jogos de futebol e encontrar formas criativas de atrair os amantes do esporte ao estádio. Geralmente, de época em época, os valores das receitas de bilheteria do clube vão diminuindo. Aí então é necessário encontrar novas formas de promover e obter um fluxo maior do público no estádios. A oferta tem de ser tentadora, senão as pessoas nem se dão o trabalho de sair de casa e preferem ficar alí mesmo no sofá assistindo a partida pela TV.

3- Fazer promoções em datas especiais

Uma das formas mais certeiras de atrair adeptos é fazer promoções ao nível do preço dos bilhetes em datas especiais: dias da mães, dia da mulher, dia da criança, etc. Também é válido liberar ingressos gratuitos de alguns jogos para ONG’s e menores de idade.

4- Parcerias

É muito importante continuar a procura de parcerias para a expansão de outros negócios. Cada vez mais, é preciso buscar empresas renomadas para poder encontrar um apoios e parceria para que possam investir significamente.

5- Patrocínio

O patrocínio exclusivo e/ou oficial nas camisas, equipamentos do time, a publicidade fixa nas instalações, naming rights (direitos que a empresa adquire para associar sua marca a um evento ou local), etc, sem dúvida, é uma das mais importantes estratégias do marketing esportivo.
Podemos afirmar que o marketing é muito importante financeiramente na vida de um time e as estratégias vão muito além dos cinco exemplos acima citados.

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Fontes:

http://globoesporte.globo.com/mg/sul-de-minas/futebol/noticia/2017/03/goleiro-bruno-ja-veste-camisa-do-boa-e-advogado-explica-lealdade.html
http://www.webartigos.com/artigos/marketing-esportivo-as-estrategias-das-principais-equipes-de-futebol-de-minas-gerais-atletico-e-cruzeiro/80818/
http://fcesporte.com/entrevista-joao-henrique-areias-marketing-esportivo/
http://www.efdeportes.com/efd169/marketing-esportivo-desafios-e-perspectivas.htm