Aproveitando o embalo de ano de Copa, hoje vamos relembrar alguns craques que nunca disputaram um mundial.

Seja por divergências com treinadores, por terem nascido em países com pouca tradição do futebol e até por brigas, esses craques nunca estiveram em uma Copa do Mundo.

 

Foto: Wikipedia

Valentino Mazzola (Itália): um dos casos mais tristes dessa lista em que uma tragédia interrompe o que poderia ter sido uma carreira brilhante de um craque. O meia-atacante era o capitão e principal jogador do time Torino que dominou o futebol italiano na década de 1940. No entanto, o desastre na Basílica de Superga (falamos desse acidente no outro artigo, lembra?), acidente aéreo que culminou na morte de todo o time do Torino, em 1949, abreviou sua história no futebol.

 

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Alfredo Di Stefano (Argentina/Espanha): maior jogador da história do Real Madrid, o argentino foi prejudicado pela pausa na realização da Copa do Mundo devido à Segunda Guerra Mundial. Após o sucesso na capital espanhola, naturalizou-se e foi convocado para defender a Espanha na Copa do Mundo de 1962, mas se machucou e não disputou nenhum jogo. Com a camisa merengue, conquistou cinco vezes a Copa dos Campeões da Europa.

 

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Evaristo de Macedo (Brasil): Na década de 50, o craque do Flamengo era ídolo tanto do Barcelona (defendeu de 1957 a 1962) quanto do Real Madrid (1963 a 1965). As credenciais de Evaristo de Macedo são de respeito. Pelo Barça, Evaristo ganhou vários títulos, entre eles os espanhóis de 1959 e 60 e a Copa da Uefa de 1958, 1959 e 1960. Além disso, o ex-atacante, habilidoso, foi o maior artilheiro brasileiro da história do clube catalão. No entanto, o atacante não teve muitas chances na seleção brasileira depois que passou a atuar no futebol espanhol, em 1957, exatamente um ano antes de o Brasil conquistar o mundo pela primeira vez.

 

Foto: Wikipedia

George Best (Inglaterra): um dos craques mais  mulherengo, beberrão e festeiro. George Best é, para muita gente ainda, o maior jogador britânico da história. Ao lado de Bobby Charlton e Dennis Law, o norte-irlandês dominou a Europa com o Manchester United ao conquistar a Copa dos Campeões da Europa em 1967-1968 e iniciou a mística da camisa 7 no clube de Old Trafford. Ele era chamado de ‘O Quinto Beatle’, devido a seu estilo característico e talento. Ele é dono de frases inesquecíveis, como: “Em 1969, eu abri mão de mulheres e bebidas e foram os piores 20 minutos da minha vida.” Que figura!

 

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Ian Rush (País de Gales): maior goleador da história do Liverpool (com 28 gols, e dos Reds com 346), sendo também o maior artilheiro do Liverpool no clássico contra o Everton – curiosamente, fora torcedor do rival na infância. o galês sabia que dificilmente conseguiria disputar uma Copa do Mundo. Com a camisa dos Reds, ganhou cinco vezes o Campeonato Inglês, quatro Copas da Inglaterra, cinco Copas da Liga Inglesa e duas vezes a Copa dos Campeões da Europa (que é agora Champions League).

 

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Dejan Petkovic (Iuguslávia/Sérvia): Devido a inúmeros e seguidos desentendimentos com dirigentes de futebol de clubes sérvios, Dejan raramente era chamado para a seleção de seus país e muito menos para a Copa do Mundo. Especialista em cobranças de faltas, escanteios, lançamentos, passes e chutes precisos, foi reconhecido como um dos jogadores mais técnicos atuando no Brasil nos últimos anos e um dos melhores jogadores estrangeiros que já jogaram no país. Um raro exemplo de jogador europeu a vir jogar no Brasil, virou ídolo no Vitória e destacou-se também em três rivais cariocas: Flamengo, Vasco da Gama e Fluminense. O craque é brasileiro naturalizado.

 

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Alex (Brasil): o craque do Coritiba, que também brilhou por Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahce, estava em grande fase antes da Copa do Mundo de 2002 e já tinha tido sucesso sob o comando do técnico Felipão na época de Palmeiras. Mesmo assim, Felipão não incluiu o jogador em sua lista. Em 2006 já estava na história do Fenerbahce, ainda em grande fase, mas não foi incluído entre os convocados. Ningúem entendeu foi nada na época.

 

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Djalminha (Brasil): Assim como Alex, Djalminha não teve muitas chances de ir a um Mundial. Parte da crítica e do público enquadra Djalminha em um grupo não muito feliz de craques ditos injustiçados com poucas chances na Seleção Brasileira tendo, inclusive, ficando fora de Copas do Mundo. Sua maior chance de ir a um Mundial foi a de 2002.

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Ryan Giggs (País de Gales): Giggs é o jogador mais vitorioso da história do Manchester United. Atualmente é o treinador da seleção do País de Gales. Em seus tempos de ouro, o fato de ter defendido a seleção de seu país não ajudou para que o interminável camisa 11 dos Red Devils conseguisse disputar uma Copa do Mundo.

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George Weah (Libéria): um dos maiores craques africanos da história, Weah nasceu na Libéria e nunca aceitou se naturalizar francês. Foi eleito o melhor jogador do mundo em 1995 e ajudou o Milan a conquistar duas vezes o Campeonato Italiano. Também jogou no Mônaco, PSG, Chelsea e Manchester City. Detalhe: quando nenhum destes clubes era multimilionário. Encerrou sua carreira no Al Jazeera, dos Emirados Árabes Unidos, em 2003. Atualmente ele é presidente da Libéria.

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Kubala (Hungria): um dos grandes ídolos do Barça, antes de Messi, Ronaldinho e Cruyff. Húngaro de nascimento, Kubala defendeu sua pátria, a Tchecoslováquia e a Espanha (o único na história a jogar por três seleções), mas não disputou nenhuma Copa do Mundo. O meia é tão idolatrado pelos catalães, que na frente do Camp Nou construíram uma estátua em sua homenagem. Jogou no Barça de 1951 até 1961.

 

 

 

Fontes: http://esportefera.com.br/galerias/futebol,relembre-craques-historicos-que-nunca-disputaram-uma-copa-do-mundo,30298