É com muito prazer que anunciamos que em breve a Champions League fará parte do nosso card de torneios e, para comemorar, relembraremos momentos marcantes que justificam o porquê dela ser considerada a maior competição de futebol do mundo.

Venha com a gente nesta viagem entre grandes embates épicos, onde heróis se consagraram por toda a história do futebol. Momentos que superam a expectativa de qualquer roteirista de Hollywood e é isto o que faz do futebol ser O FUTEBOL.

Não vai faltar emoção nesta listagem, então já vamos começar com uma final que mexeu com o coração de muitos cardíacos da Europa.


Fase de grupos

Antes de falar desta final que ficou marcada na história, devemos fazer um pequeno retrospecto desta edição da Champions League que, diga-se de passagem, foi uma das melhores de todos os tempos.

Ambas as equipes (coincidência ou não) foram sorteadas para o mesmo grupo. Grupo este que era considerado o “grupo da morte” pois, além de Manchester United e Bayern de Munique, também estava presente o Barcelona e o Brøndby da Dinamarca.

Ou seja, quis o destino que no mesmo grupo estivessem três campeões nacionais disputando as duas vagas e alguém teria que ficar de fora.

Os dois clubes se enfrentaram pela primeira vez no dia 30 de setembro de 1998 e os Diabos Vermelhos venciam por 2×1 até os acréscimos, quando o atacante Teddy Sheringham (anote este nome)  fez gol contra, empatando em 2×2. Parece pouco, mas este gol contra poderia ter mudado toda a configuração da segunda fase da Champions League, já que naquela época se classificavam os oito melhores clubes de acordo com suas pontuações (não existiam oitavas de final).

Assim, o Bayern de Munique passaria em primeiro e o Manchester United seria o segundo colocado geral, o que complicaria bastante a vida dos ingleses nas oitavas.

Fases finais e a “Fábrica de milagres” dos Red Devils

Logo de cara os Diabos Vermelhos encarariam a Internazionale, que não vivia um bom momento, mas se apoiava no peso da camisa. 2×1 no Old Trafford e 1×1 no Giuseppe Meazza. 

Já o Bayern de Munique encarou um confronto regional contra o Kaiserslautern e não tomou conhecimento do adversário: fez 2×0 em Munique e 4×0 na casa dos Kaisers.

Na fase das semifinais, o Manchester United testou o coração de seus torcedores ao máximo, começando aqui a “máquina de milagres” dos ingleses.

Jogando no Old Trafford, o Manchester tinha uma missão dificílima, encarar a Juventus que era capitaneada por nada mais nada menos que o então melhor jogador do mundo, Zinedine Zidane, que estava acompanhado de Peruzzi, Conte, Deschamps (companheiro de Zizou na conquista da Copa de 98), Edgar Davids (com seu famoso óculos usado durante os jogos), di Livio e Inzaghi. Era um timaço.

Os italianos abriram o placar aos 25’ com Conte e venciam até os acréscimos do segundo tempo quando em um rebuliço dentro da grande área o galês Ryan Giggs pegou uma sobra e empatou o jogo, dando, assim, alguma chance aos ingleses.

No segundo jogo, a Velha Senhora não tomou conhecimento. Inzaghi fez aos 6 e ampliou aos 11, dominando todas as jogadas do time inglês. Mas o futebol é mágico, meus amigos, e em pleno Delle Alpi os Diabos Vermelhos jogaram como nunca e superaram todas as adversidades. Eles empataram ainda no primeiro tempo com Keane (aos 24’) e Yorke (aos 34) e, como tem de ser sofrido, depois de uma blitz italiana, Cole, aos 39 do segundo tempo, sacramentou a vitória inglesa.

A vida também não foi fácil para os alemães, que encararam o encardido Dínamo de Kiev. No primeiro jogo na Ucrânia, um incrível 3×3 com um empate arrancado aos 42 do segundo tempo pelos alemães. Vale lembrar que um desconhecido até então, um tal de Andriy Shevchenko fez os dois primeiros gols do Dínamo. Esta edição da Champions League o revelou para o mundo e logo depois foi para o Milan, onde só não fez chover.

No segundo jogo em Munique, um jogo duríssimo diga-se de passagem, uma vitória simples, mas apertada dos alemães, carimbou a passagem para Espanha.

Eis que chegamos à final, 26 de maio de 1999, Camp Nou, Barcelona. Cerca de 90 mil espectadores estavam no estádio do Barcelona para assistir um épico do futebol, talvez mais épico do que os próprios torcedores imaginavam.

Logo aos 6 minutos, depois de uma falta boba da zaga vermelha, Basler abriu o placar em uma bela cobrança no canto do goleiro Schmeichel.

O Manchester United precisou se lançar ao ataque, dando, assim, tudo o que os alemães queriam, que era o poder do contra-ataque. Porém, não conseguiam aproveitar as boas chances e as bobeadas da zaga inglesa, desperdiçando um caminhão de gols.

O Bayern contava com uma sólida defesa liderada pelo lendário Oliver Kahn, que, junto com seus companheiros, rechaçavam todas as investidas inglesas. Já os ingleses, até aquele momento, estavam pouco inspirados e a grande estrela David Beckham pouco conseguia produzir até então.

O milagre que veio do banco

Existe um fator no futebol que muitas vezes é ignorado ou subestimado: o treinador. Haviam dois grandes treinadores naquela noite porém um deles estava iluminado: Sir Alex Ferguson.

Se existe um homem que reinventou a forma de treinar futebol, é Alex Ferguson. Apesar do difícil começo no Manchester United, ele participou de uma reestruturação que levaria a equipe inglesa até aquele momento derradeiro. Sir Alex Ferguson restaurou a moral de um time que desde 1967 não conquistava a tão sonhada “orelhuda”.

Voltando ao jogo…

Aos 22 do segundo tempo, Alex Ferguson retira Blomqvist e coloca em campo o 10 Sheringham (aquele mesmo do gol contra) que não havia feito uma boa Champions e aos  36, de forma surpreendente, tirou o craque Andy Cole para colocar o azarão Solskjaer, jogador conhecido por “assassino com cara de bebê” (curioso, não?) e por seus gols decisivos.

Com direito a bola no travessão no gol do United, o Bayern não parava de pressionar e por um momento de desconcentração pagou caro. 

Já nos acréscimos, depois de uma quantidade absurda de cruzamentos sem efeito na área do Bayern, Giggs pega uma sobra porém chuta mal, quiseram os deuses do futebol que a bola sobrasse para Sheringham que guardou no cantinho de Kahn, isto tudo aos 46 do segundo tempo.

Logo no lance seguinte, os Diabos Vermelhos lançados ao ataque e o Bayern ainda assustado com o gol sofrido. Escanteio para os ingleses e depois de um cruzamento, bem ao estilo inglês de ser, a bola desvia em (veja só você) Sheringham e cai nos pés de Solskjaer para concluir, virando a partida aos 48 do segundo tempo.

Explosão, emoção e alegria definem o momento e no rosto dos alemães incredulidade.

Segundo os jornalistas da época, o então presidente da UEFA, Jacques Georges não viu os dois gols do Manchester pois havia saído de sua tribuna para começar os preparativos de entrega do troféu para os alemães. 

Os times foram a campo com:

Manchester United: Schmeichel; G Neville, Johnsen, Stam e Irwin; Beckham, Butt, Giggs e Blomqvist (Sheringham); Cole (Solskjaer) e Yorke

Gols: Sheringham (90’+1), Solskjaer (90’+3)

Bayern: Kahn; Linke, Matthaus (Fink), Kuffour e Babbel; Jeremies, Effenberg, Tarnat, Basler (Salihamidzic) e Jancker; Zickler (Scholl)

Gol: Basler (6’)

Fiquem ligados para mais histórias da Champions League e sinta um pouco na pele o que faz do futebol o esporte mais emocionante e amado de todo o mundo. 


Gostou do texto? Então venha ter fortes emoções com a gente. Escale aqui a sua equipe e seja o grande campeão do Sport Manager 365!